A constipação é um distúrbio muito comum em pacientes oncológicos com doença avançada.
Os motivos são vários: imobilidade, uso de medicamentos para controle de dor (tramadol, morfina, etc), efeitos colaterais dos antineoplásicos. Os problemas são vários também: a constipação pode causar dor, distensão abdominal, náuseas e vômitos, com prejuízo da qualidade de vida.
Dentre os medicamentos que prescrevemos para o controle da constipação intestinal temos os laxantes osmóticos (lactulose); laxantes salinos (hidróxido de magnésio); lubrificantes (vaselina líquida); surfactantes (docusato de sódio); estimulantes/irritativos (bisacodil); laxantes retais (supositórios e enemas) e antagonistas de opioides (metilnaltrexone e alvimopam).
O tratamento nutricional se insere como uma intervenção não farmacológica e se caracteriza pela incorporação de dieta balanceada, fracionada em seis refeições, com altas quantidades de carboidratos complexos, fibras solúveis e, principalmente, insolúveis, por sua ação laxativa e reduzida quantidade de gorduras.
É importante comer alimentos ricos em fibras, como pão e cereais integrais, feijão, vegetais crus, frutas frescas e frutas secas, nozes. Beber bastante água é fundamental também.
A prática de atividade física, dentro das possibilidades do paciente, caminhada e a prática de ioga são medidas não-farmacológicas úteis.
Abaixo, a professora Kátia Goudel ensina técnicas que podem ser executadas mesmo em pacientes com mobilidade limitada.
