Câncer de Mama – Como o tratamento é planejado?

Breast-cancer-Examination

O câncer de mama é o tumor mais frequente em mulheres (excluindo-se os tumores de pele do tipo não-melanoma).

O risco de uma mulher desenvolver câncer de mama ao longo da vida é de 12%, ou seja, de cada oito mulheres, uma desenvolve câncer de mama em algum momento da vida.

Para definir o tratamento ideal do câncer de mama para cada paciente, uma equipe composta do mastologista e do oncologista clínico vão se basear:
na idade e condições de saúde da mulher
na avaliação clínica / estadiamento
no relatório do patologista

Avaliação clínica

Uma vez confirmado o diagnóstico do câncer de mama, os médicos procuram definir o estadiamento, ou seja, o quanto o tumor esta avançado. (você pode ler mais sobre o que é e para que serve o estadiamento clicando aqui).

Para isso, além do exame físico, exames de imagem podem ser necessários.

  • No exame físico, o médico examina as mamas a procura de outros nódulos, mede o tumor, avalia se o tumor invade a pele ou os músculos do tórax e procura linfonodos aumentados na axila, bem como acima e abaixo da clavícula. (você pode ler mais sobre o que é e para que serve o estadiamento clicando aqui)

Para tumores muito iniciais, detectados na mamografia e que não são palpáveis no exame físico, nem sempre exames de imagem adicionais são necessários.

  • Tumores maiores podem necessitar de outros exames – radiografia do tórax e ultrassonografia de abdome, ou tomografias de tórax, abdome e pelve, ou ainda uma tomografia por emissão de positrons (PET-TC).

Quais exames são necessários depende do caso e dos recursos disponíveis, bem como da presença de sintomas específicos. Alguns sintomas como dor nos ossos ou alterações neurológicas podem motivar ainda outros exames.

Relatório do Patologista

A maior parte dos cânceres de mama são adenocarcinomas (carcinoma ductal invasivo ou carcinoma lobular invasivo), isto é, cânceres que se originam nas células que formam as glândulas mamárias.

O diagnóstico definitivo é feito pela retirada de uma amostra do tumor, uma BIÓPSIA. A seguir, um médico patologista prepara e analisa essa amostra, e além do diagnóstico de carcinoma ele fornece várias outras informações importantes:

  • Presença de receptores de estrogênio (RE) e de progesterona (RP).

O estrogênio e a progesterona são os principais hormônios femininos.

Quando as células tumorais apresentam esses receptores, elas tem seu crescimento estimulado pelos hormônios da mulher.

O médico costuma se referir a esse tipo de tumores como “receptor hormonal positivo ou RE-positivo ou RP-positivo”, mas atualmente a presença desses receptores são descritas em porcentagens.

  • Presença de altos níveis da proteína HER2.

De maneira semelhante aos receptores hormonais, quando presente em altos níveis na célula tumoral, a HER2 estimula o crescimento dessas células.

O médico costuma se referir a esse tipo de tumores como “HER2-positivo, ou HER2-negativo”.

Porque isso é importante? Se o tumor tem receptores para hormônios femininos, esses hormônios podem estimular o crescimento do tumor. Existem medicamentos que bloqueiam a ligação desses hormônios com os receptores ou diminuindo a produção desses hormônios, e por consequência, freiam o crescimento do tumor. Também existem medicamentos que bloqueiam a proteína HER-2, freando o crescimento do tumor, quando esta proteína está presente em altos níveis.

  • Grau do tumor.

O grau é como uma “nota” que o patologista dá para as células tumorais, baseado em quanto aquelas células lembram uma célula normal da glândula mamária.

Assim, o grau 1 (ou bem diferenciado) representa um tumor que tem células muito parecidas com células normais. Isso geralmente se traduz em um crescimento mais lento e menor probabilidade de se espalhar para outros órgãos.

Da mesma forma, o grau 2 é um tumor intermediário (moderadamente diferenciado) e o grau 3 é um tumor pouco diferenciado, que costuma crescer mais rapidamente e tem um risco maior de se espalhar para outros órgãos.

  • Proliferação celular ou Ki-67.

O Ki-67 é uma proteína produzida pelas células que estão em processo de multiplicação. O patologista descreve em porcentagem. Uma porcentagem elevada representa uma multiplicação mais intensa e, geralmente, um crescimento mais rápido.

> Gostou do artigo? Conte para mim clicando em “Curtir” logo abaixo e siga-nos para ficar sabendo de novas postagens.

> Ficou com dúvidas? Pode me escrever. Estou à disposição.

American Cancer Society

> Quer saber mais?

Visite a página da Sociedade Americana do Câncer (em inglês) e veja a sessão “Understanding a Breast Cancer Diagnosis”. 

Deixe um comentário